* Duda Tawil, texto e foto, de Paris O nosso amado Jorge, que já foi exilado na Cidade Luz e anos mais tarde um dos seus ilustres moradores, com toda aquela simplicidade que o caracterizava, será justa e historicamente lembrado e homenageado em 2026, na capital francesa. O baiano, cidadão do mundo, que nos deixou em 2001, residiu com a família, durante o seu exílio parisiense, entre 1948 e 1950, no Grand Hôtel Saint Michel, no Quartier Latin. Hoje um quatro estrelas, todo restaurado, a dois passos da Sorbonne, do Panteão, do Jardim de Luxemburgo (sede do Senado francês) e do Boulevard Saint-Michel, famoso pelo Maio de 1968, o hotel vai colocar uma placa na sua fachada com seu nome, como se faz muito na França, com seus moradores famosos, ou nas casas onde esses nasceram, viveram, criaram suas obras ou morreram. A maravilhosa iniciativa é da simpática diretora do hotel, Marie Pereiras, revelada ao filho do escritor, João Jorge Amado, e à sua mulher Dôra Lopes, durante um café da...